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A Patografia Um Homem Sorri à Morte—Com Meia Cara e a Medicina Narrativa

Francisco Cota Fagundes

Abstract


Abstract. This article contributes to the resolution of the controversy surrounding the generic status of Um homem sorri à morte—com meia cara (narrativa) as pathography, a genre that Anne Hunsaker Hawkins defines as “a form of autobiography or biography that describes personal experiences of illness, treatment, and sometimes death.” Three components that inform the pathography will be privileged: storytelling as an autotherapeutic imperative in the experience of serious illness; guided imagery as autotherapy and illness as exile and exile as illness; and the metaphorical structure of Miguéis’s narrative, which relies on metaphors relatively common in hundreds of pathographies published in America starting in the 50s and 60s and up to today.

Resumo. Este artigo contribui para a resolução da controvérsia acerca do estatuto genológico de Um homem sorri à morte—com meia cara (narrativa), encarando-o como relato de doença ou patografia, um género que Anne Hunsaker Hawkins define como “uma forma de autobiografia que descreve experiências pessoais de doença, tratamento, e por vezes de morte”. Privilegiar-se-ão três componentes enformadoras da patografia: o contar histórias como imperativo autoterapêutico da experiência de uma doença grave; a visualização conduzida como autoterapia e a doença como exílio e o exílio como doença; e a estrutura metafórica do relato migueisiano, que recorre a metáforas relativamente frequentes nas centenas de patografias editadas na América começando nas décadas de 50 e 60 e prolongando-se até hoje.


Keywords


José Rodrigues Miguéis, illness narrative, narrative medicine, autotherapy, guided imagery, exile

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